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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

" Ei pessoal, cheguem mais perto, a Spin já está aberta, vamos o verão não vai durar para sempre, façam um passeio até o topo, onde o ar é pouco...

Joyland - Stephen King.


Se eu imaginava que eu iria gostar tanto de joyland, de Devin Jones e de todo o resto que compõe esse romance de Stephen King? Não, nem de longe.

Sabe aquele tipo de livro de terror que te faz amar cada um dos personagens e até mesmo o cenário, antes de começar a falar do terror em si ? Joyland foi um livro no qual mais da metade foi dedicada exclusivamente a fazer com que o leitor se apaixonasse, só para depois nos deixar angustiado com a possibilidade de perder qualquer um deles, mesmo que perder significasse descobrir que um deles é um malfadado Serial Killer.

Por se tratar de um livro recente, de um escritor consagrado eu imaginava que esse seria um livro dentro dos padroes de King, uma forma de ganhar com os fãs ( não que eu ache errado, muitas vezes apenas a escrita de um autor que gostamos basta, o livro não tem que ganhar o prêmio enrredo e criatividade para fazer um fã feliz) mas estava muito enganada, esse é um livro único e muito diferente de tudo o que li do escritor até agora.

Joyland narra a aventura de Devin Jones, um jovem sensível que arruma um eprego nas férias da faculdade em um parque, que não é nem um simples parque itinerante e nem tão grande  a ponto de concorrer com a Disney. Ele acaba levando um pé da namorrada, e desiludido escolhe tirar uma especie de férias sábaticas, passando o ano trabalhando no parque. Além de estar desiludido, e em certos momentos pensar em suicidio, o que o faz ficar no parque é uma especie de curiosidade doentia com o caso de terror particular  do trem fantasma do parque. Lá uma jovem, Linda Grey, foi assassinada e seu assassino nunca foi capturado, muitos alegam que ela nunca descamsou, que assombra a parte do brinquedo onde morreu.

Estamos na metade do livro, as  coisas sombrias meio que acabaram de começar, então eu me pergunto, cadê todo o terror de um livro de Stephen, não por enquanto nada desse terror.
A melhor parte só começa aqui, quando Jones conhece um garotinho e sua linda mãe. Um garotinho doente e sensível, capaz de saber de coisas sobre a vida de outras pessoas que ninguem nunca chegou a contar para ele. Esse garotinho é a chave para tornar esse livro único.

O livro capturou extremamente bem a aurea de um parque de diversões ( meio que me peguei pensando nas minhas proprias experiencias em um não tão "caipira" Hoppi Harri), não foi o suspense ( como sempre costumava ser) que me fez ter vontade de continuar lendo, foram os personagens, foi a forma como Jones se apaixonou pelo trabalho duro do parque, por vender diversão. Foi sentir que em certos momentos até o vilão tinha algo de bom, até ele acreditava gostar das pessoas e estar curado, foi sentir pena da mente perturbada dele, mas principalmente pena da vida roubada de todas as garotas tão novas, tão novas quanto eu.

Quando o terro e suspence em fim pegaram fogo, eu já nem estava me importano mais com ele, já tinha um numero consideravelmente baixo de paginas pela frente. Eu perdi o folego, eu senti um grande aperto no peito ao descobrir quem e como, eu temi por Jones, pelo garotinho e por sua mãe, como a muito tempo não me lembro de temer por um personagem. Quando eu finalmente terminei, estava sem palavras, estava ainda nostálgica e ainda presa no mundo de Joyland. Definitivamente não estava pronta para dizer adeus aos personagens, eu ainda queria saber algumas coisas, ainda queria mais algumas paginas para me despedir.

Mas esse não é o mundo onde vivemos ( como diria a mãe de um certo garotinho).

Então o livro terminou, e foi isso, esse não foi um típico livro do Stephen, não passou nem perto ( o número de mortos, o final, o infima quantidade de coisas sobrenaturais ficaram faltando) , mas foi um livro bom por outros motivos. Mais uma vez não foi  o exelente terror, nem o contagiante suspence, foi  a senssibilidade que me fez querer mais depois das 238 páginas.



Vêm para um  passeio até o final de Joyland e o ar vai se provar ser pouco.( como diris um certo operador de uma certa roda gigante).




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