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16 de out. de 2017

Leitura Kindle: O Sorriso da Hiena - Gustavo Ávila


O Sorriso da Hiena é um suspense policial nacional, que acompanha os passos do detetive Artur em sua busca para capturar um assassino em série.  O detetive possui a Síndrome de Asperger, um espectro do autismo geralmente de alta funcionalidade  que "Afeta a forma como as pessoas percebem o mundo e interagem com outras pessoas." Gostei bastante do personagem, achei interessante como o autor tirou o foco das limitações causadas pela síndrome para focar nas possibilidades de integração e realização pessoal. 

O terror psicológico e os questionamento morais acompanham o livro todo e começam no prólogo:


"Os olhos da criança gritavam, arregalados em um silêncio forçado, uma testemunha impotente que não podia fazer nada para impedir o que via. Preso em uma cadeira, o garoto encarava seu pai e sua mãe sentados à sua frente com as mãos amarradas atrás das costas." 

Várias passagens trazem elementos de clássicos do terror e do suspense da literatura e do cinema como O segredo de seus olhos e Psicose. O texto flui bem, sabemos que o livro se passa no brasil sem a necessidade que certos autores tem de marcar suas obras com centenas de referências nacionais que acabam tirando o foco da obra principal. 

A trama mantêm o folego do suspense e mesmo algumas partes de menos ação são curtas e  é fácil seguir em frente. O caso de assassinato em série é bem construído, apresenta um assassino atormentado, uma motivação interessante e o desfecho embora não seja totalmente inovador é muito bom. Uma ótima leitura para o kindle, o livro está disponível para compra na Amazon



AUTOR 

Gustavo Ávila  nasceu em 1983 no interior de São Paulo, atualmente vive em Florianópolis, começou a ter contato com a escrita ao trabalhar como redator e levou três anos para concluir O Sorriso da Hiena. 



REFERÊNCIAS 

ÁVILA, G. O sorriso da hiena. Florianópolis: Verus, 2015. 

GUSTAVO AVILA.  O autor. disponível em: <https://gustavoavilaescritor.com/oautor/>. Acesso em: out. 2017.

VITUDE.  Disponível em:  <https://www.vittude.com/blog/sindrome-de-asperger/>. Acesso em: out. 2017.

18 de abr. de 2016

Leitura Kindle de Abril : Dias perfeitos - Raphael Montes

Dias perfeitos foi um livro muito diferente do que eu esperava. Como li as cegas, pela capa imaginava algo mais leve e menos perturbador, mas isso não quer dizer que eu não tenha gostado.

O livro acompanha a trajetória de Téo (um psicopata) na batalha pelo que  ele imagina ser o seu primeiro e maior amor ( eu diria obsessão O.o).  

Téo vivia de forma tediosa e pacta, estudava medicina, conversava  as vezes com sua melhor amiga Gertrudes ( um corpo da anatomia ) e se esforçava para reagir emocionalmente as situações como é esperado de uma pessoa comum. 
"Sentia-se fadado ao limbo, à monótona rotina, desprovida de momentos felizes ou tristes. Sua vida era apenas um vazio preenchido por tímidas emoções."
Tudo muda quando ele conhece Clarice, por quem fica obcecado. Ele então decide usar de todos os meios (manipulação,sequestro, assassinato...) para fazer com que Clarice se encaixe nos planos que ele criou para a vida dos dois.
Téo é de um nível de insanidade assustador, acredita nas próprias mentiras, tem um ego extremamente inflamado, não tem nenhum senso de realidade, que faz com que ele cometa atos indescritíveis com  muita frieza e naturalidade. Imaginar que existam pessoas assim, que  talvez convivamos com elas sem nos darmos conta, é perturbador.

"Imaginá-la morta era menos doloroso."
"Tinha a sensação de que vivia num filme e que pessoas do outo lado do mundo o acompanhavam através de câmaras ligadas vinte e quatro horas por dia"
 A leitura fluí muito bem, e é interessante a forma como o autor introduz elementos nacionais, como cantores, autores e cenários de maneira natural, sem que isso pareca forçado ou que fique de certa forma americanizado, como uma tentativa de adaptação, que as vezes vejo em livros e filmes nacionais que abordam a psicopatia. 

Para mim esse livro teve o final mais insano e surpreendente dos últimos tempos. Leitura muito recomendada para 

6 de abr. de 2016

Horror em Gotas



Horror em gotas é uma coletânea de contos da escritora Karen Alvares. Os contos que compõem o livro foram escritos para um projeto chamado Um Ano de Medo, cuja ideia era promover a publicação de contos de medo todos os dias durante um ano. 

" A morte, como todos sabiam naquele reino, levava os bons e se alimentava dos maus até o último osso".  

"Os covardes tinham um gosto melhor"

Os contos tratam de temáticas diversificadas, alguns buscam o medo que temos do sobrenatural, mas grande parte desses contos são baseados no medo que sentimos de nós mesmos( das coisas que a nossa mente pode criar e executar, sem que haja tempo para nos darmos conta) e também das pessoas que nos rodeiam. 

Senti que em boa parte dos contos a autora ainda estava experimentando coisas e conhecendo a própria escrita, e isso foi bastante interessante. A linguagem dos contos é bem fluida e a leitura rende bastante. Alguns contos são um pouco confusos e em outros não consegui sentir empatia pelos personagens, como foi o caso do conto Invisível, que trata da agonia de uma mãe ao saber que seu filho está em estado crítico em um hospital, mas acredito que isso se deva ao fato de eu não ser mãe. Gostei da grande maioria, justamente por abordarem temáticas cotidianas, que nos assombram todos os dias. 

"Será que morrer era ficar sozinha para sempre?"


"Somos mais vulneráveis quando nos consideramos invencíveis."

O conto Sufocando me causou bastante assombro, me fez lembrar do medo que nós mulheres sentimos todos os dias, quando nos sentimos observadas e perseguidas ( e ainda insistem e dizer que reclamar de assédio é vitimismo). 

Outro que me impressionou bastante foi Focinho de porco, que relata experiencia de uma presa política ao ser torturada todos os dias para trair seus companheiros e seu ideal. 

Mas meu favorito foi O sorriso, não sei bem o motivo, mas me apaixonei pelos personagens, dois garotos diferentes que se tornam grandes amigos e forma como a escuridão da loucura leva um deles embora para sempre.

Outros contos que gostei bastante foram :

Doze
Homem Três 
A caixa mágica
A confissão 
Vermelho vivo e morto
Até o fim
A dona aranha

O livro pode ser adquirido no site da Amazon e está disponível para clientes Kindleunlimited.

1 de abr. de 2016

Leituras Kindle para o mês de Abril

 A primeira leitura que separei para esse mês é resultado de uma parceria com a autora Karen Alvares, que fez a gentiliza de me ceder uma copia do seu livro para que eu pudesse continuar acompanhado o seu trabalho.

Da autora eu já li e resenhei (resenha aqui) o conto Ninguém, do qual gostei muito. Eu adoro histórias de terror e também estou realmente querendo conhecer autores nacionais. Esse livro na verdade é uma coletânea de contos escritor para um projeto chamado Um Ano de Medo, que aconteceu em 2013. São 30 contos com que apresentam personagens e situações aterrorizantes.

Link para Amazon








Essa será a minha leitura surpresa desse mês. Na verdade foi a indicação de um amigo que comprou e acabou gostando muito, então eu vou lê-lo as segas sem saber absoluta nada sobre o enredo ou mesmo o autor, que eu a proposito não conheço.

Como se trata de uma leitura as cegas, eu optei por ler em e-book, já que a situação das minhas estantes anda bem critica.

O livro está disponível no formato físico e digital na Amazon.





Ratos e Homens foi publicado originalmente em 1937, por Jhon Steinbeck ( autor de As vinhas da Ira), conta a história de dois amigos muito diferentes que encaram juntos o mundo em busca da sobrevivência.

Livro apontado como um dos mais lidos do autor, dizem ser a prova de sua capacidade de criar personagens realistas e tratar de situações comuns a todos os homens como medo e solidão.

Eu confesso que abandonei a leitura de as vinhas da ira por que estava gostando muito, e queria o livro físico antes de prosseguir. Mas esse é um livro mais curto então acredito que será uma boa ideia lê-lo no Kindle.

O livro está disponível no formato físico e digital na Amazon.

30 de mar. de 2016

O médico e o monstro ou " O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde" - Steverson


O Médico e o Mostro é um clássico de renome indiscutível. A obra menos pretensa e mais famosa de Robert Louis Steverson veio a ele na forma de um sonho, foi escrita em 6 dias e teve duas versões ( a primeira delas queimada pelo autor, após duras críticas de sua esposa).  Ele nem imaginava que esse seria o trabalho de sua vida, a obra pelo qual, já no séc. XXI , ainda seria comentado e discutido.

A Amazon tem disponibilizado já a um tempo, gratuitamente a edição do e-book traduzida por Ana Julia Perrotti-Garcia, um e-book com uma capa muito bonita, uma introdução interessante ( como poucas o são) e aparentemente bem editada. Eu aproveitei então a oportunidade para conhecer esse livro que é tão falado.

Infelizmente não é possível fugir de "spoilers" de um livro tão famoso como esse, então não tem como dizer que esse foi um livro surpreendente, mas seria com certeza se eu não o conhecesse.

A proposta do livro é falar dos experimentos de um certo Dr Jekyll, que decidiu ser a própria cobaia de seus estudo. O livro é narrado por seu advogado e amigo íntimo Mr Utterson, que após receber um estranho testamento de seu amigo começa a suspeitar de sua sanidade e temer por sua segurança, ao mesmo tempo surge Mr Hyde, um homem com uma aparecia repugnante e que causava em todos um medo inexplicável, a quem Jekyll insiste proteger.

Como compreender que o agradável e o repugnante possam coexistir em um único ser? De certa forma o livro fala sobre a nossa eterna luta interna entre o que queremos e o que devemos fazer, entre a nossa personalidade reprimida e aquela que apresentamos todos os dias.

" Meus dois lados eram totalmente sinceros; eu não era mais eu mesmo quando abandonava a contenção e mergulhava na vergonha do que quando eu trabalhava, à luz do dia, para a promoção do conhecimento ou para o alívio da dor e do sofrimento. "
" Das duas naturezas que duelavam no campo de minha consciência, mesmo se pudesse pender corretamente para uma delas, isso ocorreria porque eu era radicalmente ambas."
( Steverson, R. O médico e o monstro)


Após ter descoberto como separar completamente as duas personalidades de seu eu, Jenkyll logo percebe que é muito mais fácil permanecer em sua metade obscura, que ela surge agora sozinha e de maneira inevitável. Penso que isso não aconteça porque o mal é mais forte ou porque é mais fácil ser aquilo que queremos ser, mas sim por essa personalidade ter sido tão duramente reprimida, que cresceu em silencio até  o momento em que já não podia mais ser contida.

Mesmo se tratando de um romance do séc. XIX, tudo o que vive Jenkyll é muito contemporâneo, essa busca por aceitação e por autoconhecimento, que muitas vezes ainda leva a atos quase tão desesperados e irresponsáveis quanto os do médico criado por Steverson. O livro é bem curtinho, e a forma como o livro evolui faz com que seja quase impossível parar de ler.

O livro pode ser comprado ( até o momento por 0,00 ) no site da Amazon clicando aqui.

19 de mar. de 2016

Roseanna - Maj Sjöwall e Per Wahlöö

Assim começa Roseanna, que narra a descoberta de um corpo em um lago na Suécia. O corpo é de uma jovem bibliotecária americana, chamada Roseanna, uma mulher livre e solitária que fez sozinha sua primeira e última viajam pela Europa.

Esse é o primeiro volume de uma série de livros protagonizados pelo detetive Martin Beck. Eu gostei bastanete de como a personalidade desse detetive foi construída, ele leva uma vida pessoal monotona e tem uma vida profissional agitada o que fez dele um marido e um pai ausente e um profissional honesto e dedicado. Ele não é um daquele detetives que parecem apaixonado por um caso,que parecem até ter uma paixão platônica pela vítima, está mais para um daqueles que destroem a carreira por uma solução, ele precisa saber quem fez isso mesmo que o tempo esteja passando e as chances estejam diminuindo. O livro é bem construído e em alguns momentos me lembrou da sensação de estar lendo Milennium. O que me incomodou um pouco nessa leitura foi a ausência de suspence, foram poucos os suspeitos e nenhum deles a não ser o culpado pareceu realmente capaz de ter cometido o crime, isso deixou as coisas um pouco óbvias de mais.

É um bom livro para ler de uma só vez, se ele ficar muito tempo parado na biblioteca as coisas esfriam e fica fácil abandonar.

O final é bem tenso e apresenta o retrato de um assassino mais perturbado que cruel, e ainda assim eu não consegui sentir empatia por ele, não consegui vê-lo em nenhum momento como uma vítima de suas loucuras, como as vezes me sinto e relação a alguns vilões( como me senti em relação ao maníaco do livro Dragão Vermelho por exemplo).

Essa foi a minha segunda leitura no Kindle desse mês, a última das duas que me propus a fazer, é um livro curto o que anima bastante, ja que a porcentagem de leitura anda bem de pressa, 1% a cada 2 ou 3 páginas dependendo do tamanho da letra escolhida, o que faz ter vontade de ler tudo de uma vez.

 Esse livro é uma boa indicação para que gosta de livros políciais, uma chace de conhecer novos autores e também uma oportunidade de ter contato com os romances escandinavos, que são a única categoria de policiais a serem conhecidos pela localização física de seus enredos.

5 de mar. de 2016

"Leitura Kindle" do mês : O Jantar - Herman Koch.

O Jantar foi uma das minhas duas propostas de leitura em formato digital desse mês. Já estava querendo lê-lo a algum tempo, por ter aparecido em sugestões no Kindle após a leitura de Precisamos Falar Sobre o Keven.

Escolhi o formato digital por ser um livro pouco extenso e não muito denso, também por medo de não gostar da escrita do autor, com quem estou tendo o meu primeiro contato.

O livro narra a história dos pais de Rick, Babbete e seu marido Serge, candidato a primeiro-ministro. Também de Craire e Paul, irmão de Serge, pais de Michel. Michel e Rick fizeram algo muito errado, que os pais até agora fingiram ignorar, mas como o caso tomou proporções gigantescas eles decidem marcar um malfadado jantar, em um refinado restaurante,  para discutir o assunto.


A divisão dos Capítulos acompanhas a ordem dos pratos de um jantar, e assim como em um jantar, vamos recebendo a informação aos poucos, começando pelo aperitivo e culminando no terrível prato principal.

Vi muita gente reclamando dessa forma de escrita, mas eu na verdade achei genial. A forma como o enredo vai evoluindo acompanhando o jantar é viciante e reviravoltas aconteceram o tempo todo.

Biografia do autor retirado do final
do E-book O Jantar.
Muito diferente do caso de Kevin, onde a culpa dos pais era sutil e passível de interpretação, nesse caso ela é totalmente clara. O comportamento desses pais ricos, egocêntricos e principalmente condescendentes está diretamente ligado aos atos dos filhos.

O livro é narrado em primeira pessoal, por Paul. A primeira impressão é a de um homem comum, que vive cercado pelo irmão grosseiro e arrogante, mas essa impressão logo fica para trás. Paul é um home claramente violento e invejoso, que chega a tomar remédios para controlar essa perigosa personalidade.
O que mais me assusta é que, em uma cena, Paul confessa ter parado já a um tempo com os remédios e Claire admite que está mais feliz assim, que ela sentia falta do marido explosivo, agressivo e levemente psicótico, dá então para ter uma noção então de que tipo da família é essa e do que esperar de seu filho.

Preconceituosos, falsos e inescrupulosos os pais de Michel o incentivam a agir exatamente dessa forma. A concertar os erros cometendo erros ainda piores e ainda mais assustadores.

Enquanto isso do outro lado da mesa estão os pais de Rick, que ao meu ver pecarão mais em ser condescendentes e negligentes com a criação dos filhos, de forma mais semelhante aos pais de Kevin.

O livro assusta, justamente por ser tão verossímil, é fácil imaginar que realmente existem pessoas assim não mundo, capazes de coisas que para nós parecem inimagináveis. Eu adorei a escrita de Koch, e estou doida para ler seu outro romance, chamado Casa de Praia com Piscina. Outra coisa que gostei bastante foram esses títulos, tão criativos quanto as próprias sinopses.

Foi uma leitura muito tranquila e agradável, mas que exige uma certa sensibilidade do leitor, que o mesmo consiga perceber as sutilezas do autor, o que está por traz de todas aquelas descrições de pratos e histórias de viagens e de dinheiro jogado fora.

1 de mar. de 2016

Leituras "Kindle" de março.

Como  uma forma de garantir a leitura simultânea, que tanto faz bem para a memória e também para aproveitar ao máximo a minha experiencia com o Kindle, eu estou me propondo a ler ao menos dois livros por mês no formato digital. Vou tentar escolher um deles e para o outro vou considerar as indicações que receber ao longo do mês anterior. Para esse mês eu já escolhi as leituras e agora compartilho aqui no blog:

O Jantar - herman Koch 


Eu fiquei bastante curiosa com esse livro quando ele apareceu em livros sugeridos, após a leitura de "Precisamos falara sobre o Keven", um livro do qual eu gostei muito.

A proposta do livro me agradou, sou bem chegada a suspenses e além disso li boas resenhas a respeito dele. Ele não parece ser um livro  muito extenso ou denso o que me fez optar pelo formato digital.

Sinopse  da Amazon clicando aqui.

Roseanna - Martin Beck e Maj Sjöwall.

Esse livro foi uma indicação da Raquel Camurça do IG @raquelcamm, essa é a leitura atual dela e ela me disse ser um livro bem interessante. Curiosa corri para a sinopse na Amazon, e descobri se tratar do primeiro volume de uma série considerada obra-prima do romance policial, sempre relacionada a trilogia de Stieg Larsson, que eu amei a propósito.

Acabei optando nesse caso pelo formato digital por não conhecer os autores e também por estar tentando dar um tempo nas compras depois de contar quantos livros tenho parados na estante.No caso desse livro não vou ler a sinopse para não estragar as surpresas.

Quem quiser receber spoilers gratuitos pode correr lá na sinopse da Amazon clicando aqui.

Em breve resenha desses lindo. Aguardo indicações para abril :)  

Climax - Chuck Palahniuk

A leitura "Kindle" desse mês foi um livro de Chuck Palahniuk, autor do aclamado livro "Clube da Luta" 


O livro narra a história da comum e confusa Penny e de seu encontro com o bilionário e e extremamente reservado Max, maldosamente apelidado pelos jornais de CliMax. Seduzida, e levada a uma jornada de orgasmos infinitos, Penny desconfia que sua relação com o misterioso homem é tudo menos um relacionamento amoroso. Em pouco tempo Penny tem a confirmação de que ela era apenas mais uma das cobaias de Max, um ratinho de laboratório em quem ele testava suas criações para garantir o sucesso de sua nova linha de apetrechos sexuais. Rejeitada, e posta para fora da vida do Bilionário, Penny então começa a descobrir a verdadeira natureza maléfica dos produtos que ajudou a construir, e que agora podem tornar as mulheres do mundo escravas do desejo de CliMax.


" As mulheres são os novos donos do mundo, mas agora eu sou o mestre das mulheres."


Essa não foi uma leitura muito agradável, e na verdade em alguns momentos eu me senti bastante incomodada. É um livro cheio de cenas de caráter sexual, apresentadas de maneira semelhante a um livro de Mommy Porn, assim como permeado de pensamentos clichês sobre o feminismo e  a liberdade sexual.Essa narrativa, apresentadas dessa forma, incomoda e muito, mas é absolutamente justificável quando se compreende a proposta do livro.

Se você se propor a lê-lo, deve ao menos passar dos 50% antes de dizer que não gostou ou que não o entendeu, pois só quando Penny é posta para fora da casa do vilão e começa a realizar suas pesquisas, que a proposta do livro começa a se fazer entender.

Eu não compreendi o livro como sendo uma critica ao feminismo como muitos o descrevem, eu o vi mais como uma critica ao consumismo e ao capitalismo desenfreado, a eterna guerra entre os sexos, e a maneira como as grandes empresas se aproveitam desses problemas sociais para lucrar e escravizar a população.

Acho que esse livro pode ser deExibindo 20160301_165810.jpgfinido como diferente. Ele é um livro muito diferente de Clube da Luta, então se você esta pensando em ler somente por que gostou da obra-prima do escritor, deixe quieto e busque outros livros do autor, eles tem em comum apenas a forma agressiva de apresentação, mas de resto são completamente diferentes.
Esse também é um livro muito diferente de outros livros, justamente por ter sido escrito para causar essa sensação de repulsa e estranhamento, por pretender chocar para passar uma ideia.

É interessante como alguns livros nos agradam muitas vezes, mas logo são esquecidos ou lembrados apenas vagamente. Esse não é, para mim, um desses livos. Enquanto o lia não vi nele nada de mais, só que agora após concluída a leitura sei que vai se passar muito tempo antes que eu possa esquece-lo, acho que isso é o que faz um grande livro.

Essa foi a minha leitura de e-book do mês de fevereiro : um livro ácido, construído em volta de muitos clichês, justamente para destacar a critica elaborada pelo autor a reprodução impensada de filosofias e adoção de culturas de massa. Indico a leitura, mas espero que as pessoas não julguem o autor somente por essa obra, seria bacana começar por outros livros dele.

16 de nov. de 2015

Mosquitolândia - um romance sobre pessoas drenadas pelas catástrofes da vida, superproteção paterna, fuga, autorreconhecimento e amizade.




Querida Isa ...


Assim começam as cartas de Mary Iris Malone, Mim para todos os outros, Mary apenas para a sua mãe. Mim está passando por momentos complicados, diagnosticada com problemas mentais, diagnóstico que não sabemos ser fruto da insistência de seu pai em descobrir- e curar- algo de errado nela ou real.
" Os muitos diplomas emoldurados na parede garantiam a todos que ele era um médico e não, como eu suspeitava, um palhaço profissional."

Ela agora vive em outra cidade, com o pai e madrasta. Min sempre foi próxima a mãe e com o divórcio e  a mudança da cidade ela se sente abandonada, tem raiva da madrasta e não confia mais no pai. Um belo dia, pouco depois de receber o que ela chama de NOTICIAS BOMBÁSTICAS,  assim mesmo em caixa alta, ela decide encarar uma viagem de 1.500 km para encontrar a mãe de quem não tem noticia a quase 3 semanas. A viagem é uma verdadeira odisseia, divertida, cheia de referências a outros livros e a filmes e séries.
Em nenhum momento me preocupei em saber  quais eram as a noticias bombásticas, ou o que aconteceria se e quando Mary chegasse ao seu destino, a viagem na verdade já é bem divertida.No meio do caminho Mim faz grande amigos, conhece pessoas vazias, de um jeito triste e de um jeito perigoso, compreende um pouco mais sobre si mesma e sobre a verdade por traz das suas questões familiares e aos poucos, por meio das cartas para Isa vai contando a sua história.
" Arlene pigarreia daquele jeito que os velhos fazem, quando não se sabe se é uma risada, um tosse ou o seu último suspiro" 
Mary está escrevendo cartas para Isa em um diário, em cada uma dessas cartas ela revela motivos, talvez motivos para a sua fuga ou para a sua loucura. Os motivos mostram uma adolescente confusa, cheia de problemas familiares. Podemos perceber que muitas vezes os país erram ao tentar garantir o futuro dos filhos.O pai de Mim estava errado em tentar garantir que a filha tivesse uma vida normal tão enfaticamente, mas em um certo momento eu e personagem compreendemos o motivo dessa busca incessante por uma doença, por um sinal de loucura. Para as doenças existem remédios, mas para os problemas normais de uma adolescente com graves problemas familiares não.
Outra coisa interessante e perceber o quanto a maturidade chegou cedo para Min, mesmo que alguns resquícios de uma adolescente ainda estejam presentes, como a timidez e as atitudes inconsequentes, Mim já não tem muito de uma criança, isso porque os problemas de uma vida adulta a atingiram cedo, a obrigaram a crescer e  a entender certas coisas.
Às vezes, algumas coisas são mais constrangedoras quando se está sozinho.Acho que quando não tem ninguém por perto para ouvir a idiotice você é forçado a suportá-la"
Fiquei apaixonada pelo livro sinceramente, é uma leitura bem agradável.  O livro me lembrou desde as primeiras páginas um outro romance para o qual eu não dava nada e acabei apaixonada, chamado Claros Sinais de loucura, e essa foi justamente a sugestão que a Amazon me deu. Quem  Gostou de um quase certamente irá gostar do outro.
É um livro bem curtinho, de leitura fácil, da tranquilamente para ler a versão e-book. Espero que o coloquem na lista de leitura de vocês,eu super recomendo!! Já que comecei o post ao estilo Mim vou termina-lo também então :

Cambio desligo 
Bibbi Bokken - uma fanática por recomendar livros.